A análise dos chokepoints no Oriente Médio explica a complexidade das questões regionais. A região é marcada por possuir importantes rotas marítimas comerciais em seu entorno e ser composta por importantes atores do mercado internacional de petróleo, como Arábia Saudita e Irã, principais exportadores regionais.
O bloqueio de um desses chokepoints poderia escalar em uma crise em diversos países os quais têm parcerias ou negócios no Oriente Médio, bem como os países locais os quais utilizam destas rotas para manterem suas exportações. Os conflitos na região devem ser observados de perto, pois quaisquer complicações nas estreitas passagens marítimas podem gerar negativas repercussões internacionais.

Os três principais chokepoints a serem analisados são: Canal de Suez (1), interligando o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho; o Estreito de Bab el-Mandeb (2), ligando o Mar Vermelho ao Oceano índico e o Estreito de Ormuz (3), o qual liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico, sendo este o mais importante ponto estratégico, por onde se escoa ⅓ do petróleo mundial advindo do Irã ou países do Golfo, como Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita. Desta forma, é facilitada a compreensão pelas disputas de poder e controle destas áreas, traduzidas a partir da presença de grandes potências nestes locais, como por exemplo bases militares da China, França e demais potências no Djibouti, Quinta Esquadra dos EUA no Bahrein, dentre outros.
Por: Ana Luiza Colares (@anacolares)


